Miguel Saraiva
26 de abril de 2023, 18h30
Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende

Susana Barreto apresenta: Miguel Saraiva
A Segurança Urbana e Humana são prioridades fundamentais das sociedades e,
consequentemente, pilares integrantes das mais recentes estratégias associadas
ao desenvolvimento de sociedades coesas, sustentáveis e inclusivas. Apesar de
sempre se ter reconhecido uma associação entre a (in)segurança e o lugar – por
exemplo nos estudos da famosa Escola de Chicago – tradicionalmente estas
matérias pertenceram aos domínios de ciências como a criminologia, a sociologia
ou as ciências policiais. Só a partir da década de 1970, com o surgimento da
chamada criminologia ambiental, é que o papel das disciplinas associadas ao
Planeamento e Ordenamento do Território começou a ser valorizado; um papel que
ainda mais se destacou no novo milénio, com a proliferação da capacidade de
representação e análise proporcionada pelos Sistemas de Informação Geográfica.
O “lugar importa”, porque a distribuição de incivilidades varia geográfica e
temporalmente, fruto de condições territoriais específicas. Porém, os processos
de georreferenciação, representação cartográfica e análise espacial são ainda
uma prática pouco comum nalguns contextos, incluindo o português. Revendo o
historial (inter)nacional da cartografia criminal e das várias formas de
representação da insegurança no espaço, esta palestra apresenta o que foi o
projeto CANVAS (2018-2022); uma parceria entre a Faculdade de Letras da
Universidade do Porto e as Organizações de Segurança, com o intuito de gerar
conhecimento espacial – e de como o representar – relativo à criminalidade
registada, desde uma escala macro (nacional) a uma escala micro (municipal).

Miguel Saraiva é Engenheiro Civil com mestrado e doutoramento em Planeamento
do Território pela Universidade do Porto (FEUP), é Professor Auxiliar na
Faculdade de Letras da Universidade do Porto – Departamento de Geografia, e
membro integrado do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território
(CEGOT). Recentemente, tem voltado a sua atenção para as perspetivas
geográficas e ambientais da segurança urbana e da qualidade de vida, num
contexto de coesão social e territorial. Foi o coordenador do Projeto CANVAS –
Crime and Violence Prevention through Smart Planning and Artistic Resistance
(2018-22); co-coordenador nacional do projeto Erasmus+ SWaPOL – Social Work and
Policing: Vocational Training in Public Order Management (2018-21); e do
programa BIP Urban Transformation and Public Safety (2022-2024). Em 2022 foi
Editor do livro ‘Urban Crime Prevention: Multi- disciplinary Approaches’
publicado pela The Urban Book Series da Springer. Adicionalmente, publicou 20
artigos em revistas indexadas WoS/Scopus, 10 capítulos de livro, 15 artigos em
proceedings de conferência, mais de 30 relatórios e já falou em mais de 70
encontros científicos. É membro do Editorial Board of Security Journal e é
revisor de várias publicações internacionais incluindo a European Planning
Studies ou o International Journal of Geo-Information.

Architecture Research: Theory, History and Practice

Lusofona University – @ulusofona of Porto and Lisbon together with the Manchester School of Architecture – @manchester_architecture – and University of Ljubljana Faculty of Architecture – @univerza_v_ljubljani, organise an online International Conference Cycle – *Architecture: Design and Research International Seminar* – , dedicated to doctoral students and open to all interested! Join us via Zoom!

The seminars are a new research collaboration between the Manchester School of Architecture, Liubliana University and Lusófona University (Porto and Lisbon). The online sessions comprising talks about ongoing research followed by questions and discussion are open access. The seminars aim to encourage academic exchange between researchers and postgraduate students working in cognate areas. The intention of the project is to build an international network of shared interest across the architectural sector, to think critically and philosophically about architecture, design and research to foster new forms of research enquiry

Kathleen Chakraborty – “Expanding Agency: Researching the Diversity of Women’s Contributions to the Global Dissemination of Modern Architecture”? | 21 April, 14h30

Teresa Sá Marques
12 de abril de 2023, 18h30
Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende

Mário Gonçalves Fernandes apresenta Teresa Sá Marques
O desenho de políticas públicas de ordenamento do território inspira-se em leituras cartográficas que vão sendo desenhadas e aprofundadas. Os mapas vão exprimindo a diversidade territorial e inspirando os modelos territoriais que devem orientar as políticas. Altas e baixas densidades populacionais, vários níveis de acessibilidade, áreas de influência da oferta de serviços coletivos, e valores ambientais e sistemas agroflorestais cruzam-se na construção de mosaicos territoriais. As morfologias também exprimem as injustiças espaciais, a maior ou menor resiliência dos territórios, os níveis de bem-estar e a capacidade de inovação social, económica ou ambiental. Parte-se do território físico, natural ou edificado, passa-se para o território social, das idades, qualificações ou rendimentos, e junta-se o território relacional, dos nós, dos fluxos e das redes de governança.
As conjugações das cores cruzam temáticas, as gradações transmitem intensidades, as cores frias e quentes conjugam perspetivas e orientações, umas identificando estratégias a promover, outras a contrariar. As cores podem também ajudar a identificar os sistemas territoriais: o verde para o sistema natural, o amarelo para o social, o vermelho para o económico, o cinzento para as conetividades ou o laranja para o sistema urbano. As setas sinalizam corredores e ligações regionais, nacionais ou internacionais, simbolizando relacionamentos ecológicos, económicos ou sociais, que transmitem estratégias interurbanas, rurais ou urbano-rurais. Do PNPOT aos PROT, os desenhos foram evoluindo a partir de uma matriz de informação mais sólida, que vai desenvolvendo retratos e dinâmicas a diferentes escalas, produzindo conhecimento territorial. A conceção das políticas públicas pode sustentar-se nas evidências territoriais, mas também nas aspirações e em perspetivas transformadoras de desenvolvimento. As políticas públicas de ordenamento do território têm desenho(s).

Teresa Sá Marques é doutorada em Geografia Humana pela Universidade do Porto. Professora Associada e Diretora do Departamento de Geografia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Investigadora do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT). Membro do Conselho Científico da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Diretora do Curso de Doutoramento em Geografia (2021-2023). Membro da Comissão Científica do Curso de Mestrado em Sistemas de Informação Geográfica e Ordenamento do Território (2015-2023). Membro da Comissão Nacional Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência. Membro da Comissão de Avaliação Externa da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, no processo de acreditação de ciclos de estudo na área da Geografia (2022-2023). Coordenadora Científica do Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (2017-2019). Coordenadora Científica do Programa Regional de Ordenamento do Território da Região Norte. Integra a equipa técnica de elaboração do Programa Regional de Ordenamento do Território da Região Centro. Coordenou e participou em vários projetos, nomeadamente na área do ordenamento do território, do desenvolvimento urbano e da geografia da inovação económica, tendo dezenas de artigos publicados.

Representações, Desenhos e Imagens do Território

A Universidade do Porto e a
Fundação para a Ciência e a Tecnologia
apresentam, no âmbito da Unidade Curricular InovPed Representações, Desenhos e Imagens do Território
e do projeto de investigação DRAWinU, um Ciclo de Conferências Abertas da responsabilidade dos Departamentos de Desenho da FBAUP, Vasco Cardoso, Geografia da FLUP, Mário Gonçalves Fernandes, Engenharia Civil da FEUP, Carlos Rodrigues.